Autoinfluência. O que você pode fazer por sua empresa e por você mesmo em 2016?

Convido você a refletir sobre aquilo que pode influenciar o seu negócio, sua empresa e seu humor, através de elementos que você pode controlar, independentemente dos fatores externos.

Que tal blindar a sua empresa em 2016? Não estou falando em colocar “vidros a prova de balas” no seu escritório, mas sim, estabelecer um processo estruturado de flexibilização e adequação do seu negócio às oportunidades que o mercado oferece, com ou sem crise. Asseguro que são muitas oportunidades em todos os setores e segmentos.

No mundo dos negócios, assim como em uma poesia de Shakespeare escrita há mais de 400 anos: a oportunidade nunca é perdida, pois alguém vai aproveitar a que você perdeu.

Felizmente o ano de 2015 acabou e espero que não tenhamos saudade dele. Não foi o pior ano de nossa economia recente, pois quem viveu o período entre 1986 a 1992 com planos Bresser, Cruzado, Collor, confisco e hiperinflação, sabe o que é um “perrengue” econômico.

Com a expansão econômica dos últimos anos nos estruturamos para um jogo em que não conseguimos mais entrar em campo e perdemos por WO. Mas, se nos prendermos ao pensamento da decepção e continuarmos a nos lamentar pela oportunidade que passou, não conseguiremos dar um único passo à frente. Espero que toda experiência que vivemos até aqui nos sirva como lição e vamos, a partir de agora, virar essa página.

razão x emoção em 2016

Tem muita coisa boa para acontecer na economia mundial e também na economia brasileira em 2016. Por que você não se antecipa e sai na frente?

Nizan Guanaes foi muito feliz quando definiu o modo de abraçar as oportunidades com a frase “enquanto eles choram, eu vendo lenços”. Esta citação está mais atual do que nunca e traz uma forte mensagem para 2016, principalmente para todos os empresários e setores que produzem, empregam e geram riquezas para o País. De que lado você quer ficar? Dos que lamentam, criticam e reclamam, ou do lado daqueles que enxergam algo novo em cada olhar? Bem, se você optou pelo lado do otimismo e da inovação, minha mensagem daqui para frente é exclusiva para você.

Tenho insistido em artigos e palestras que o Brasil tem amplas condições de crescer e manter a saúde de suas reservas, apesar dos destemperos da gestão econômica e política que temos vivenciado. Há setores em nossa economia com elevadíssima competência, principalmente o agronegócio e agroindústria que continuarão representando mais de 22% do PIB e mais de 46% de nossas exportações. Esse índice chegará próximo a 60% quando acrescentarmos todas as commodities minerais. Ora, não se muda uma matriz como essa da noite para o dia e continuaremos dependendo por um bom tempo dessas atividades para ampliar nossos termos de troca. Isso é muito bom, afinal a China vai voltar a crescer e demandar novamente aquilo que o Brasil faz bem e desta vez com uma taxa cambial mais favorável aos exportadores brasileiros. Bem ou mal foi assim que saltamos de 35 para 350 bilhões de dólares em reservas cambiais nos últimos anos. Se o Planalto Central não atrapalhar muito, essa parcela da nossa economia deve andar de “vento em popa”. Basta o governo continuar financiando e incentivando o produtor rural.

No setor de Serviços há muitas oportunidades para novos negócios locais, principalmente no desenvolvimento de competências, ou seja, educação, treinamento e formação de profissionais em todos os níveis, pois a área de recursos humanos ainda é uma deficiência interna.

No setor industrial há boas oportunidades para busca de eficiência e aumento de competitividade, mas dependerá do retorno do caixeiro-viajante e da conquista de mercados externos, afinal o câmbio deve permanecer atrativo e não recomendo esperar até que o País celebre novos acordos bilaterais. Saia a campo. Quanto a busca por incentivos, é uma questão de atitude priorizar o desenvolvimento da operação em detrimento de viver na dependência de incentivos fiscais e reduções temporárias de impostos que, de forma míope, mascaram o atraso tecnológico em alguns setores produtivos.

Para todos os casos recomendo aproveitar esse momento de ouro para reestruturar o negócio, rever processos e governança corporativa, cuidar do plano de sucessão, incentivar a mudança de atitude interna de suas equipes e tirar algumas engrenagens orgânicas da zona de conforto. Aposto com qualquer um que sua empresa está repleta delas.

Então, vai ficar esperando passivamente até a economia melhorar? Blinde sua empresa, seu negócio e seu futuro. Cuide daquilo que está em seu alcance, mas faça-o agora. 2016 será um ano bom para os que “venderem lenços aos que choram” e melhor ainda aos que conseguirem coletar as lágrimas e transformá-las em diamante.

Pense nisso e reverta a curva do seu mercado sem depender de elementos externos que você não só não tem como controlar, como também não pode confiar.

Antes que me esqueça, para aqueles que optaram pelo lado do negativismo ainda há tempo de mudar de ideia e de atitude, pois o custo de vida na América do Norte ou na Europa está bem mais caro e há uma onda crescente de xenofobia por lá.

Autoinfluência positiva e otimista. Este é o foco para 2016 e minha melhor recomendação. Não se deixe abater pela tempestade. Se você tiver medo ou receio de navegar por águas turvas e agitadas, busque uma ajuda especializada para conduzir o seu negócio até um porto seguro. A tempestade passa e o sol renasce.

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Orlando Merluzzi é presidente da MA8 Management Consulting Group, consultor de empresas e conselheiro de gestão e governança.

 

1 Comment

  1. Concordo totalmente. O momento é de não se deixar levar pela enxurrada de más notícias e fazer a inflexão na curva através das experiencias pessoais e influenciar empresas para que identifiquem suas forças internas e as combinem com as oportunidades que o mercado oferece. Simples não é, mas é perfeitamente possível. O essencial é acreditar que este momento não é o pior que o país já atravessou e nem a crise representa o fim do mundo…

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