O caminho para a marca se tornar “blue chip” no setor de Caminhões

Fundo de Comércio

A análise de valor no mercado automotivo brasileiro passa pela compreensão do Fundo de Comércio em cada segmento. Quando o tema é Caminhões e veículos de transporte de carga, o segmento estendido deve incluir na análise o desempenho em vendas e construção do parque circulante das versões com motorização diesel, acima de 2,8 toneladas de PBT. É o que chamamos na inteligência de mercado setorial, segmento vocacional de carga e motores diesel. Na média dos últimos dez anos, esse segmento tem a seguinte composição: 74% caminhões acima de 3,5 toneladas de PBT (segmentação Anfavea) e 26% veículos de carga entre 2,8 e 3,49 toneladas de PBT.

Ao longo dos últimos dezesseis anos as marcas se comportam como no gráfico abaixo, considerando o segmento estendido:

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A vocação se dá pela combinação de alguns fatores de mercado: profissionalização na operação e na aquisição do bem, geração de absorção de pós-venda nas concessionárias e nas montadoras, utilização de mão-de-obra comum nas unidades de serviços, utilização das mesmas estruturas, tabelas de tempo, grades de treinamento comuns, etc. Furgões de carga, furgões de passageiros e chassis-cabine com peças e componentes comuns, fazem parte da mesma análise na avaliação de capital de giro, investimento, rentabilidade, fluxo de caixa e valor do negócio.

Para esse fim, o mercado de caminhões não se restringe a segmentação Anfavea (acima de 3,5 toneladas de PBT). Como exemplo, modelos Iveco Daily, Mercedes Sprinter e VW Express habitam o segmento de veículos comerciais leves nos relatórios de mercado e nem sempre são lembrados em algumas análises do setor, por estarem alocados em uma segmentação equivocada (salvo por conveniência para habilitação do condutor na categoria B).

Na definição do produto adequado, frotistas, transportadores e autônomos levam em consideração os modelos furgões de carga e chassis-cabine na análise econômica da operação, em casos de distribuição urbana ou curta distância. É comum, caminhões de 3,5 toneladas e acima, perderem vendas para modelos alocados na segmentação inferior, inclusive para furgões de carga.

Aftermarket

Em tempo, o “segmento vocacional diesel” acima de 2,8 toneladas de PBT vendeu 2,3 milhões de veículos de carga no Brasil nos últimos 16 anos, dos quais, estima-se, 67% ainda estejam em plena utilização (mercado potencial para o aftermarket de 1,5 milhão de veículos vocacionais).

Você poderá encontrar no oleodieselnaveia os elementos de análise e cálculo de 1 ponto porcentual de market share no setor automotivo e qual impacto para o valor do negócio e das franquias das concessionárias quando a marca perde share.

 

Orlando Merluzzi *

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* Sócio-gestor da MA8, conselheiro e consultor, atua no setor automotivo há 35 anos

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#fundodecomercio #caminhões #transporte #industria #concessionárias

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